Mais uma vez venho escrever sobre a famigerada Grande Mídia que se utiliza de seus poderes de convencimento e facilidade de acesso às nossas casas para pregar e defender o que bem entende, sem compromisso nenhum com nada que não abranja seus próprios interesses. Mas antes, gostaria de definir o que rotulo de "Grande Mídia": Esse termo emprego para me referir a todos os meios de comunicação que possuem poder, influência e prestígio nacionais (e até mesmo internacionais) e se utilizam desses atributos para convencer, comprar, seduzir e alienar os telespectadores, leitores e consumidores em geral de seus serviços e produtos, como é o caso do prestigiado e maior conglomerado de mídia da América Latina, as Organizações Globo. Os grandes meios de comunicação, que são compromissados com o exercício verdadeiro do jornalismo e a busca incansável pela imparcialidade, eu apenas nomeio por mídia.
Assim posto, vamos ao fulcro da questão: Está em voga nas boas rodas de discussão atualmente uma tal construção de Usina Hidrelétrica de Belo Monte no estado do Pará. O que vem a ser isso?
De acordo com um vídeo produzido e publicado pela Globo com seus próprios artistas, o projeto da usina é um projeto exorbitantemente caro, que não vai se utilizar de toda sua capacidade, que vai desapropriar (ou desabrigar) milhares de índios e populações ribeirinhas, invadindo o espaço deles, sem ao menos questioná-los ou debater com os mesmos. A propaganda global ainda não considera a energia hidrelétrica como fonte de energia limpa e diz que a área a ser alagada primeiro deverá ser desmatada, e que a área desmatada será de mata virgem, ressaltando ainda que a área alagada será de 640km². Fora, é claro o Parque Nacional do Xingu que é banhado pelo rio a ser represado. Sugerem como alternativa à construção da usina, a instalação de captadores eólicos e solares e ainda choramingam que a empreitada será custeada por nós, cidadãos, com o dinheiro dos nossos tributos em geral.
Quanta desvantagem em um projeto que está sendo debatido desde a década de 1970, não? E QUANTA MENTIRA REUNIDA EM APENAS CINCO MINUTOS DE VÍDEO.
Caro leitor, até em construção de hidrelétrica a Globo quer dar palpite... Por que? Em que a construção afeta as Organizações Globo? Quais são os interesses da mesma no impedimento da construção? Você, meu caro leitor, já se perguntou ? Desculpe ser tão clichê mas a Globo "não dá ponto sem nó". Podem acreditar que existe algo que a interessa bastante por trás de todo esse discurso falacioso e distorcido sobre a Usina. Como conclamo vocês, lá sob o nome do blog, vamos sair do lugar comum e da informação pronta !
Em primeiro lugar, energia hidrelétrica é sim, energia limpa. Não gera poluentes, não gasta recursos naturais, não degrada o meio ambiente e nem oferece riscos para a população. Como toda construção possui seu impacto ambiental, mas que pode ser recuperado ao longo dos anos. O valor apresentado pelos globais, de 30 bilhões de reais é apenas uma estimativa, e a estimativa mais pessimista de todas. Terão meses do ano que realmente a Usina não operará em sua capacidade total, uma vez que o rio está um pouco mais baixo, mas afirmar, como eles afirmam, que o rio "quase seca" é uma distorção gravíssima. O rio Xingu está entre os mais caudalosos do Brasil. A área total do reservatório é um pouco maior do que 500km², dos quais mais de 220km² já são do próprio leito do rio, restando pouco mais de 250km² de área seca para ser alagada. 250 é bem longe de 640, estou certo? A área que será alagada ainda é uma área já desmatada, e não possui mata virgem ou populações indígenas ou ribeirinhas em sua região. Também não está dentro de área de reserva. As populações indígenas foram sim consultadas tudo está devidamente registrado em áudio e vídeo. E por falar em reserva, alguém fala no vídeo global que o rio a ser represado banha a Reserva Nacional do Xingu LOGO abaixo. O "logo" deles corresponde a uma distância de 1300km. A alternativa eólica ou solar sugerida pelos globais é terrível. Só pra constar aqui, de forma bem sucinta, para gerar a mesma capacidade energética de Belo Monte, seria necessário gastar um volume de dinheiro mais de uma vez e meia maior para matrizes eólicas e um volume seis vezes maior para se construir matrizes solares. Argumentos bem contraditório para um pessoal que estava achando ruim o gasto de 30 bilhões (que ressalte-se, é a estimativa mais pessimista).
Antes de finalizar, ainda gostaria de salientar uma pequena informação: Tributos (incluídos aí as taxas e os impostos) tem por finalidade, exatamente, financiar as ações do governo. Então não há absolutamente nada de errado em empregar "nosso dinheiro" numa obra desse porte, que além de beneficiar milhares de pessoas ainda está preparando o Brasil para o seu próprio crescimento, que de acordo com estudos, deverá quase dobrar a demanda de energia em 10 anos. Precisamos estar preparados para comportar nosso próprio crescimento. Corrupções à parte, a empreitada é sim um bom e viável projeto. Não assinem a petição que a Globo promove pelo cancelamento da construção da Usina e assistam esses curtos vídeos abaixo para ficarem mais bem informados.
O vídeo acima foi produzido por alunos de Engenharia Civil da Unicamp em reação ao "Movimento Gota D'agua, da Globo".
Este outro vídeo foi produzido por alunos da UnB. Ambos possuem informações esclarecedoras e complementares ao insulto da Rede Globo.
Sugiro ainda uma consulta ao folheto informativo da Norte Energia, a empresa responsável pela construção, clicando aqui.